Perguntas frequentes
As dúvidas que aparecem em quase toda conversa
42 perguntas respondidas sem rodeio, agrupadas por assunto. Se a sua não estiver aqui, é só perguntar — a orientação não custa nada.
42 perguntas
Escolha um assunto
Cada resposta vale por si — não é preciso ler na ordem. Se a sua dúvida for sobre um caso concreto, conversar resolve mais rápido do que qualquer texto.
Primeiro contato
Vocês atendem a qualquer hora?
Sim. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias, inclusive fins de semana e feriados. Muita família procura ajuda de madrugada, no meio de uma crise, e é para isso que o canal fica aberto.
Preciso pagar alguma coisa para conversar?
Não. A conversa inicial, a escuta do caso e a orientação sobre o próximo passo não têm custo e não geram compromisso. Só existe valor se a família decidir seguir com o acolhimento em uma das unidades.
O Grupo Prisma MG é uma clínica?
Não. Somos uma rede de triagem e encaminhamento: escutamos o caso, orientamos a família e indicamos a unidade da nossa rede compatível com o perfil da pessoa. O tratamento acontece na unidade indicada.
Preciso me identificar para receber orientação?
Ajuda saber como te chamar, mas você não precisa dar nome completo, endereço nem documento. Conte o que estiver confortável em contar.
E se eu não souber explicar direito o que está acontecendo?
É o mais comum de todos. Ninguém precisa chegar com um relato organizado — organizar o que está confuso é parte do nosso trabalho. Comece por onde conseguir.
Vocês vão ligar para a pessoa que está usando?
Não. Não entramos em contato com a pessoa dependente sem que a família saiba e concorde. Quem conduz o contato é você.
O atendimento é sigiloso?
É. O que você conta fica entre você e a nossa equipe. Não entramos em contato com terceiros, não deixamos recado com vizinhos e não identificamos o assunto em nenhum tipo de correspondência.
O formulário do site envia meus dados para algum servidor?
Não. O formulário monta a mensagem com as suas respostas e abre o seu WhatsApp com o texto pronto. Nada é enviado antes disso, e você continua no controle do que envia.
Tratamento
A pessoa precisa querer se internar?
A adesão voluntária facilita muito o tratamento, mas quase ninguém chega totalmente decidido. Boa parte das famílias procura ajuda justamente porque a pessoa ainda resiste. Na conversa a gente avalia a situação e explica quais caminhos existem, dentro do que a lei permite.
Quanto tempo dura o tratamento?
Depende do caso, do histórico e da resposta de cada pessoa ao longo do processo. Qualquer prazo prometido antes de uma avaliação seria chute. O que dá para dizer é que períodos muito curtos raramente sustentam resultado, porque as primeiras semanas são consumidas pela adaptação e pela estabilização do corpo.
Como é a rotina dentro da unidade?
O dia tem horário definido do acordar ao dormir: refeições coletivas, encontros em grupo, atividade física, trabalho manual, acompanhamento individual e convivência. A previsibilidade é parte do tratamento — a desorganização do dia é um dos primeiros efeitos do uso continuado.
Vocês fazem desintoxicação?
A retirada da substância em quem já apresenta sintomas de abstinência precisa de avaliação e acompanhamento médico, porque pode ser perigosa — especialmente no caso do álcool. Esse ponto é avaliado logo na triagem e determina o encaminhamento; em alguns casos o caminho começa em serviço de saúde antes da internação.
Existe medicação durante o tratamento?
Quando há prescrição médica, sim, e o uso é acompanhado dentro da unidade. Medicação de uso contínuo precisa ser informada logo na primeira conversa, com receita, porque influencia inclusive na escolha da unidade.
Que profissionais acompanham o tratamento?
As unidades da rede contam com acompanhamento de profissionais de saúde e de apoio ao longo do período. A composição exata varia conforme a unidade e é informada com precisão quando a indicação estiver definida. A pergunta mais útil a fazer, aliás, é a frequência do acompanhamento, não a lista de cargos.
Vocês atendem dependência de quais substâncias?
Álcool e outras drogas. A avaliação inicial considera o que está sendo usado, há quanto tempo e em que intensidade, porque isso muda o encaminhamento e às vezes exige avaliação médica antes da internação.
Existe tratamento gratuito?
Sim. O SUS mantém os CAPS AD — Centros de Atenção Psicossocial voltados a álcool e outras drogas —, com equipe multiprofissional e atendimento gratuito. Nas unidades CAPS AD III o funcionamento é 24 horas. A unidade básica de saúde do bairro também é porta de entrada. Para parte considerável dos casos, esse é o recurso adequado.
A internação é sempre necessária?
Não. A Lei 10.216/2001 estabelece que a internação só deve ser indicada quando os recursos fora do ambiente hospitalar se mostram insuficientes. Se existir caminho anterior para o seu caso, a gente diz isso em vez de empurrar uma vaga.
Aspectos legais
Qual a diferença entre internação involuntária e compulsória?
A involuntária acontece a pedido de familiar ou responsável legal, sem o consentimento da pessoa, e exige laudo médico circunstanciado. A compulsória é determinada pela Justiça. São coisas diferentes, e quem chega pedindo "compulsória" quase sempre está descrevendo uma involuntária.
Quem pode autorizar uma internação?
A Lei 10.216/2001 estabelece que a internação, voluntária ou involuntária, só pode ser autorizada por médico registrado no Conselho Regional de Medicina do estado onde fica o estabelecimento, mediante laudo circunstanciado.
A internação involuntária é comunicada a alguém?
Sim. A lei determina que ela seja comunicada ao Ministério Público estadual em até 72 horas pelo responsável técnico do estabelecimento, e o mesmo procedimento vale quando a pessoa recebe alta.
Quem decide o fim de uma internação involuntária?
Segundo a lei, o término acontece por solicitação escrita do familiar ou responsável legal, ou quando o especialista responsável pelo tratamento assim determinar.
Vocês fazem a remoção da pessoa até a unidade?
Não fazemos captura, resgate nem remoção forçada. Internação sem consentimento tem regras próprias na lei, exige laudo médico e comunicação ao Ministério Público. A gente explica como funciona e o que precisa ser reunido, mas não executa esse tipo de ação.
Unidades
Como vocês escolhem qual unidade indicar?
A escolha considera, nesta ordem: o perfil da pessoa (sexo, idade, condição de saúde), a urgência do caso, a região da família e, por último, estrutura e valor. Nenhuma unidade é indicada por padrão nem por ordem de fila.
As unidades são mistas?
Não. As unidades da rede são separadas por perfil — masculinas, femininas e para idosos — e isso vale para a convivência, a acomodação e a rotina.
Qual a diferença entre unidade comum e alto padrão?
A diferença está na estrutura física, no número de pessoas por ambiente e no nível de conforto dos espaços. A rotina e o acompanhamento seguem a mesma lógica nas duas categorias.
Dá para visitar a unidade antes de decidir?
Essa é uma das perguntas mais importantes que a família pode fazer, e a resposta varia conforme a unidade e o momento. Peça isso na conversa inicial.
Quantas pessoas ficam por quarto?
Varia entre as unidades. Nas de alto padrão a acomodação é mais reservada, com menos pessoas por ambiente. O número exato da unidade indicada é informado antes de qualquer decisão. Vale perguntar também quantas pessoas dividem os espaços de convivência, que é o dado que costuma pesar mais.
As unidades ficam longe de Belo Horizonte?
Elas ficam na região metropolitana de Belo Horizonte e no centro-oeste mineiro. O afastamento do ambiente onde o uso acontece costuma ser parte do tratamento, e não um efeito colateral. O deslocamento é combinado caso a caso.
Posso levar celular?
Eletrônicos costumam ser restritos, principalmente na fase inicial. O motivo é o mesmo do afastamento: manter a pessoa com um pé fora prolonga a adaptação. As regras específicas são passadas antes da entrada.
O que a pessoa pode levar?
Em geral roupas confortáveis, itens de higiene sem embalagem de vidro, documentos, calçado fechado e medicação de uso contínuo com receita. Costumam ficar de fora eletrônicos, dinheiro, objetos de valor, medicamento sem prescrição e itens cortantes. A lista exata é da unidade indicada.
Valores
Quanto custa o tratamento?
As unidades comuns partem de R$ 799 e as de alto padrão têm valores próprios. O valor exato depende do perfil da pessoa, da unidade indicada e da disponibilidade no momento do contato — por isso ele é tratado na conversa, depois de entender o caso.
Por que vocês não publicam uma tabela de preços?
Porque sem saber o caso, qualquer número publicado seria certo para alguns e errado para a maioria. E porque a pergunta que realmente importa não é "quanto custa", e sim "qual unidade atende esse caso" — o valor vem depois dessa resposta.
O que costuma ficar fora do valor?
Isso varia, e vale confirmar em qualquer lugar que você pesquisar: medicação de uso contínuo, exames solicitados durante o período, itens de higiene pessoal, transporte até a unidade e o que acontece financeiramente em caso de saída antecipada.
Vocês pedem pagamento na primeira conversa?
Não. Não pedimos dado de cartão, PIX ou qualquer pagamento durante a conversa inicial, e não existe desconto por decisão rápida nem vaga que acaba hoje.
Família
A família pode ter notícias durante a internação?
Sim. O contato com a família faz parte do processo: você é informado sobre como a pessoa está e sobre o que esperar de cada fase. As regras de visita e de contato variam conforme a unidade e o momento do tratamento.
Por que o contato é mais espaçado no começo?
Porque ligações diárias na primeira semana tendem a prolongar a fase de adaptação, mantendo a pessoa com um pé fora. Não é falta de transparência: é o reconhecimento de que uma conversa no auge da abstinência não é conversa entre duas pessoas em condição de decidir.
Ele vai ficar com raiva de mim?
Nos primeiros dias é comum ouvir coisas duras: que foi abandonado, que a família traiu, que vai romper relações. Isso é esperado, é temporário e quase nada disso se sustenta duas semanas depois.
A orientação vale para mim, mesmo que ele não aceite tratar?
Vale, e essa é uma das coisas mais importantes desta página. Boa parte do trabalho inicial é ajudar quem convive a entender como conduzir a situação — inclusive enquanto a pessoa ainda resiste.
Como funciona o deslocamento até a unidade?
Isso é combinado caso a caso, conforme a cidade em que a família está e a unidade indicada. Na conversa inicial a gente explica as opções e o que precisa ser organizado antes.
Depois da alta
E se a pessoa tiver uma recaída depois da alta?
Recaída acontece em uma parcela significativa dos casos e não significa que o tratamento foi perdido. O ponto de partida é outro: a pessoa já passou por um período de abstinência e conhece os próprios gatilhos. O erro mais comum é a família demorar semanas para procurar ajuda de novo.
O que precisa estar resolvido antes da saída?
Quatro coisas: onde vai morar e com quem, o que vai fazer do dia, quais contatos e lugares não podem voltar, e que apoio continua existindo. Uma saída sem plano é o cenário mais frágil que existe.
Vocês acompanham depois que a pessoa sai?
A continuidade do acompanhamento é combinada conforme o caso e a unidade. Vale saber que existem recursos gratuitos para essa fase, como os CAPS AD do SUS e grupos de apoio, inclusive para familiares.
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